​AMANIT no Awards 2025: O Silêncio, a Coroa e o Legado!


​A última vez que parei para falar de mim aqui, foi para dar lugar ao silêncio. E, enquanto eu me calava, o mundo lá fora gritava o meu nome. Muita gente me puxou pela mão e disse: “Volta, sua voz faz falta”. Eu queria ter atendido o chamado antes, mas a verdade é que eu estava, eu ainda estou atravessando o meu próprio inferno. Às vezes, o silêncio não é ausência; é a única forma de continuar respirando.

​Por isso, o susto ao saber da indicação no Awards desse ano. No ano passado, eu mal tive forças para logar, entrei apenas umas quatro vezes. Eu não estava lá. Mas o meu nome estava. Foi aí que aquele clichê me atingiu como um soco: a majestade nunca perde a coroa.

​Eu nunca me vi como rainha, influenciadora ou qualquer rótulo que essa comunidade tente impor. Para mim, isso aqui era só um lugar de encontro. Mas o tempo, implacável como ele é, me mostrou algo maior: sem querer, eu me tornei relevante.

​Não por um brilho falso ou por likes vazios. Eu me tornei relevante por dar voz a quem tremia de medo. Por questionar o que machucava, não importava se o golpe vinha da gestão ou de quem estava ao meu lado. Ver que um blog amador conseguiu movimentar corações e criar um afeto real me conforta. A presença não se mede pela frequência do login, mas pela profundidade do impacto.

​Eu prometi a mim mesma que não falaria mais sobre a doença. Já vi gente duvidar, gente inventar, gente tentar diminuir a minha dor. Mas quem realmente caminha comigo sabe o peso de cada passo. Esse assunto morre aqui. Escrevo hoje para selar outro destino: independentemente do resultado de hoje, eu já sou vitoriosa.

​Enquanto alguns faziam campanhas sujas e juravam ter 90% dos votos num jogo de egos, a minha caminhada foi limpa. Feita de carinho, verdade e reencontros. O meu maior prêmio não é um troféu de metal; é o abraço de quem cresceu comigo. É a amizade do Solitudine, o irmão que a vida me deu e o porto seguro que não me deixou afundar. Se hoje eu tenho um nome, metade dele é feito da sua força. Obrigada por não desistir de mim quando eu mesma já tinha largado as mãos, eu te amo.

​A todos vocês que ficaram, que torceram, que votaram e que acreditaram na minha luz quando eu só via sombra: meu muito obrigada.

​Ganhe eu ou não, eu já me sinto a Naja. Não a do ano, mas a do milênio. Porque eu estive no topo, eu estive no abismo, e em ambos os lugares, eu permaneci viva na memória de vocês.

O meu legado ninguém apaga. E isso, meus caros, vale muito mais do que qualquer prêmio.

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Teclado

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